por Sergio Brandão
Hoje fui impedido de entrar no mercado porque estava sem máscara.
– Não tenho, amigo. Vocês vendem?
– Sim – disse o rapaz.
Dei o primeiro passo e comecei a entrar. Ele me barrou novamente.
– Já disse, o senhor não pode entrar sem máscara.
– Eu entendi. Vou comprar, tô indo direto na gondola onde elas estão e já coloco.
– Mas o senhor não pode entrar sem.
– Você pode pegar uma pra mim? Visto aqui fora e te pago na saída. Digo isso já bastante irritado com o exagero do cumprimento do que em alguns lugares passou a ser obrigatório.
Com todo respeito ao que determina um decreto municipal, ainda tento negociar.
– Amigo você pode chamar seu superior?
– Não posso sair daqui, – disse ele.
Olho para dentro do mercado e vejo uma porção de gente sem máscara. Mostro a cena pra ele que me diz – Pois é, estes entraram enquanto fui chamar meu superior.
Dei meia volta e fui embora. A cena me pareceu mais complicada do que se desenhou. Ali tinha muito mais que uma teimosia, burrice ou gente sem respeito pelos outros.
No caminho de volta pra casa consegui fazer uma analogia com o pais, com o Brasil de agora.
Que zona tá tudo isso, heim!?
Comigo aconteceu quase o mesmo. Dei razão ao funcionário e ao mercado. Sem discussão, fui pra casa, peguei a máscara e voltei ao mercado. Regras são regras, e q bom q tem. Cumpram -se!!!
Ah, aproveitar uma deixa pra desobedecer regras de prevenção ao corona é burrice e 171 gravíssimo!
Regras foram feitas para serem cumpridas… Muito me espanta uma pessoa como você, pertencente ao grupo de risco por ser cardiopata, querer lacrar por conta de um cuidado que todos nós deveríamos ter.
Brasil… se há numa regra só querem descumprir. Esse aí deve ser do tipo que leva o cachorro para fazer necessidades na rua e larga os dejetos lá…. nojoooooo