10:27Londrina contra

Em Londrina, a segunda maior cidade do Paraná, pesquisa interna, que não pode ser divulgada, mesmo porque não registrada, confirma o que vem sendo levantado pelas anteriores, oficiais, quanto aos nomes para governo e, agora, para presidente. Os londrinenses são contra o estabelecido.

 

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9:52MIS-PR lança exposição “O Poder do Futebol e o Futebol do Poder” no dia 11 de junho

Da AEN

O Poder do Futebol e o Futebol do Poder: MIS-PR inaugura nova exposição na próxima quarta (11). Foto: João Walter Filho

A partir do dia 11 de junho, o Museu da Imagem e do Som (MIS-PR) inaugura a exposição inédita “O Poder do Futebol e o Futebol do Poder”. A mostra utiliza o acervo audiovisual e iconográfico do museu – com registros desde a década de 1950 – para evidenciar como foi construída a cultura futebolística no Paraná, tanto da perspectiva do esporte quanto no cenário político. O público poderá conferir registros históricos ligados aos clubes, torcidas, estádios e personagens que marcaram diferentes gerações. A entrada é gratuita.

A nova mostra do MIS será constituída de dois lados que se complementam. O “lado A” será o poder do futebol, destacando a década de 1950 a 1980, chamada de “A Era Pelé”. Durante esse tempo o futebol se consolidou como fenômeno de massas, criação de clubes grandes e pequenos, e grande formador da identidade brasileira, pelos significativos resultados que trouxeram uma imagem positiva à nação.

O “lado B” será o futebol do poder, que apesar de menos comentado, será o grande diferencial da mostra. Ao analisar o acervo de registros do Palácio Iguaçu, os curadores querem mostrar a simbiose entre os governantes e o futebol.

Além dessas questões, a exposição conta com curiosidades para os fãs. Um dos curadores da exposição, o jornalista Sandro Moser destaca os registros do Colorado, atual Paraná Clube, na África, em 1974: “Os jogadores brasileiros usavam cabelos compridos, que era uma moda da época, mas o ditador do Malawi proibia isso. Eles tentaram burlar a regra fazendo permanente antes de viajar, mas não teve jeito: ao pousarem, um barbeiro já os esperava no aeroporto para raspar a cabeça de todo mundo”, explica. Continue lendo

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8:27Mintchura

O Gaiato da Boca Maldita acha que, a julgar pela avalanche de publicidade e cobertura da imprensa sobre a participação da seleção brasileira nesta Copa do Mundo, mesmo sem o time não empolgar nada, não vai demorar muito para que, em caso de ausência da competição, a onda será a mesma, porque virtual e coisa e tal. “Mentira por mentira, dá na mesma”, ele detona.

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8:19Futuro

Nossa época é a primeira na História a prestar tanta atenção ao futuro – o que é irônico, consideerando-se que podemos não ter futuro nenhum. (Arthur C. Clarke)

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8:08Para não esquecer a visita de Flávio Bolsonaro

“A cavalo aliado não se olha o ente” é uma reportagem de Felippe Aníbal publicada no site da revista piauí que destrincha o evento em que Flávio Bolsonaro compareceu pela primeira vez no Paraná como pré-candidato à presidente da República. Isso foi logo depois de explodir a bomba da ligação dele com Daniel Vorcaro e o Master nos bastidores do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso. No palco estavam Sergio Moro, que vai disputar o governo do Paraná, Fillipe Barros e Deltan Dallagnol, que estão na briga pelas duas cadeiras no Senado. Vale a leitura que, como sempre nesta revista, mostra as entranhas do que na cobertura normal fica no factual. Vale conferir:https://piaui.uol.com.br/web/a-cavalo-aliado-nao-se-olha-os-entes/

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7:17A teimosia dos trilhos

Por Lea Oksenberg

Olhar para trás, às vezes, dá o mesmo cansaço de olhar para a imensidão da frente. A vida tem dessas paisagens esquisitas. É o cenário exato da dor que não grita — aquela dor muda, que não pede licença, mas também não consegue parar os nossos passos.
Viver tem sido esse exercício de avançar aos trancos e barrancos.
Há uma resistência silenciosa em cada amanhecer. Não há aplausos para quem decide continuar. Existe apenas o equilíbrio difícil sobre os trilhos do cotidiano, descobrindo uma força que a gente nem sabia que tinha, feita de pequenas teimosias diárias. É a decisão de dar o próximo passo, e depois o outro, mesmo quando as pernas pesam, a respiração fica ofegante e o horizonte parece longo demais.
A foto do Rogério Machado (ver abaixo), lá em Pinhais, pegou bem esse instante. No meio do preto e branco, quando tudo parece cinza e ferro, o sol acha uma fresta e explode bem no vão da roda.
É uma luz que chega a arder os olhos de quem se acostumou com a penumbra dos dias difíceis. Mas quem é calejado não recua. Se a claridade vier forte demais, a gente não fecha os olhos nem desiste do rumo: simplesmente tateia a bolsa, encontra os óculos escuros, ajeita o acessório no rosto e encara o brilho.
Que o sol venha. Aos trancos e barrancos, a gente continua seguindo.
Você pega o trem azul
O Sol na cabeça
O Sol pega o trem azul
Você na cabeça
Um sol na cabeça…
(Um trem azul – Lô Borges e Ronaldo Bastos)

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6:58O medo do Moro Juiz

Do Goela de Ouro

Os prefeitos paranaenses, ou a maioria deles, estão com a pulga percorrendo as orelhas: temem que, eleito governador, Sergio Moro dê um jeito de incentivar o Judiciário a passar o pente fino nas administrações atuais. Como cada gestão tem lá suas pendências, ou como diria o Tribunal de Contas, as famosas “ressalvas”, o Paraná seria travado em tempo recorde.
Até convencer o juiz de plantão que focinho de porco não é tomada, adeus gestão eficiente.

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6:35Não é apenas futebol

por José Maria Correia

Confesso que torci o nariz quando na Netflix assisti o trailer do filme Brasil – A Saga do Tri.
Pensei: lá vem mais uma patriotada demagógica e barata em cima do futebol , o esporte do abnegado povo brasileiro.
Era o que as primeiras imagens e a publicidade sugeriam, com ênfase na camisa amarela, a mesma apropriada e desvalorizada pelas campanhas políticas polarizadas.
Também tenho repulsa pela administração da CBF, invariavelmente protagonista de escândalos e de episódios de corrupção. Cartolas multimilionários presos e afastados como ocorreu também na FIFA .
Mas… que fazer ? A paixão pelo futebol sobrevive, apesar dos apesares . Como quase tudo na vida .
E então, lá fui eu para o meu sofá com o velho pijama , os gatos e as cachorras gêmeas .
Minha turma . Enquanto ronronavam e roncavam como um time sonolento, comecei a assistir o filme , sem nenhuma expectativa.
A primeira impressão já foi forte, a impressionante semelhança física do pouco conhecido ator Lucas Agrícola com o rei Pelé . Quase um sósia. Até no jeito de caminhar e no olhar .
Em seguida o bom roteiro de Naná Xavier Dorneles e equipe de pesquisas. Interessantíssimo para mim que acompanhei todos os jogos da Copa do Mundo de 1970 daqui mesmo , nos antigos televisores. Os amistosos, a classificação e os jogos oficiais.
Fiquei feliz de ver o saudoso técnico João Saldanha , um athleticano que morou em Curitiba e era amigo de meu pai ser interpretado por Rodrigo Santoro,que entrou firme no personagem.
Voltei no tempo, como se existisse a Máquina do Tempo das histórias em quadrinhos do cientista professor Papanatas. Mergulhei na imersão dos capítulos e fui enviado em uma viagem para os meus primeiros anos da Faculdade de Direito da Federal .
Em época de jogos do mundial a Gazeta Esportiva chegava a esgotar nas bancas . As páginas eram coloridas e as televisões ainda em preto e branco .
O técnico Saldanha era conhecido e admirado por ter sido um técnico destemido no Botafogo , o time da Estrela Solitária, onde dirigiu Garrincha e Didi – e pelas loucuras de ter dado uns tiros em direção ao goleiro Manga, por acreditar que tinha vendido um jogo .
Foi por ser firme em propósitos como treinador e jornalista influente e talentoso da bancada de Nelson Rodrigues e Armando Nogueira que acabou sendo convocado para formar um time para a Copa em 1969.
A história é conhecida e o roteiro fiel dentro dos limites possíveis para a sétima arte.
Os capítulos tem suas enrolações como as novelas , mas dá para adiantar um tanto . E quem quiser se sentir nessa viagem para dentro dos estádios , do Monumental Azteca , dos vestiários , cheios de fumaça dos cigarros do maestro Gerson, o Canhotinha de Ouro e principalmente dentro do gramado , onde ocorriam as batalhas campais, , assista .
Como telespectador vai estar jogando na defesa com os gigantes Carlos Alberto e Hércules Brito Ruas protegendo o goleiro Félix . No meio de campo estará lado a lado com os monstros Clodoaldo Gerson e na meia com Rivelino tabelando .
E no ataque chutando forte no gol com Jairzinho , Pelé e Tostão. Todos na tela com atores que souberam interpretar os melhores do mundo .
Tostão o intelectual do time .
Paulo César, o indignado com a situação política do Brasil.
Craques que além de jogar futebol tinham presença constante em publicações de vanguarda como o revolucionário Pasquim sempre enrolado com a censura e as ameaças dos grupos de extrema direita. Continue lendo

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6:01Nasce um otário por segundo

por Ruy Castro, na FSP

No Brasil, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quem serão esses milhões que seguem Camila Pudim, Pamela Fuego e Leuriscleia?

Perguntaram-me quantos “seguidores” eu calculava que tivesse. Embatuquei: “Sei lá, nunca pensei nisso. Acho que nenhum”. O outro insistiu: “Não é possível. Você está na imprensa há milhões de anos, escreve livros, dá entrevistas. É um dos principais influencers do país”. Reagi com “Deus me livre, imagine a responsabilidade de influenciar alguém, de ser responsável por algo que uma pessoa faça ou deixe de fazer!”. É verdade. Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês. Além disso, em que um “influencer” influencia seus “seguidores”?

Não faltou quem me instruísse. Um influencer é alguém que usa instagrams, youtubes, tiktoks e que tais para produzir vídeos, fotos e textos sobre si mesmo e atrair seguidores que se deixam “impactar por suas opiniões, sugestões, rotinas, atitudes e opções de consumo”. E que, devidamente impactados, passam a regular por ele suas preferências. Em quê? “Em tudo: moda, games, viagens, gastronomia, até aplicações financeiras”. “Sério?”, perguntei. E o que o influencer ganha com isso? “Fábulas —é pago pelos serviços e marcas que ‘recomenda’. Descubra quantos o seguem e calcule a grana que isso rende.”

No Brasil, me disseram, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quis saber quais eram os principais e ouvi nomes como Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Vinicius Jr., Ivete Sangalo. Até aí tudo bem —são famosos, com profissão definida, não falta quem queira ser como eles.

Mas quem é Virginia Fonseca, com 56 milhões de seguidores? O que ela faz? E Camila Pudim, Açucena Guerra, Gustavo Tubarão, Pamela Fuego, Andressa Suíta? E sumidades com nomes como Hytalo, Thallysson, Sunaika, Pkllipe, Wueverton e Leuriscleia? Mais importante ainda: quem são os milhões de brasileiros que os seguem?

P.T. Barnum (1810-91), inventor do mafuá de horrores, deixou uma frase que parecia imortal: “Nasce um otário por minuto”. Isso já era. Hoje é por segundo.

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17:05JORNAL DA GUERRA CONTRA OS TAEDOS

de Manoel Carlos Karam

Vou para a guerra e já volto. A frase supriu o nosso exército de voluntários. Um comercial na televisão mostrando o voluntário se despedindo da família estimulou milhares de homens. Vou para a guerra e já volto. Mas certamente o sorteio de um automóvel por semana ajudou bastante.

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