Não sou melhor que uma pedra, uma folha, a madeira de uma ponte, o pó das estradas. Sou apenas mais frágil, Senhor, pisa-me com carinho.
16:34Minhas palavras
de Mário Montanha Teixeira Filho
Quantas palavras terei escrito no tempo da minha existência? Palavras repetidas,
outras tantas não sabidas, as que restam, as que ficam ou fogem, somem para sempre?
Serão milhares,
serão milhões,
duras, cegas, indecentes, doces, ingênuas, cruéis,
todas tolas,
facas de cortar o peito,
armas de mudar o mundo, serão frente,
serão fundo,
minhas palavras,
as que carregam a vida
e desaparecerão comigo.
16:30PARA JAMAIS ESQUECER
15:22Tribuna do Norte viu primeiro a estranha pesquisa
Sobre a nota “Perguntar não ofende”, vale registrar que o conteúdo foi publicado primeiro na edição do final de semana do jornal Tribuna do Norte, na “Coluna da Tribuna” da página 3 do jornal – e sob o título “Estranho Registro de Pesquisa”. Confira:
15:01Michelle perde para Joyce
Da coluna Radar, na Veja
A Justiça do Distrito Federal negou o pedido de indenização por danos morais de Michelle Bolsonaro contra Joice Hasselmann. A juíza considerou as declarações, como “santa do pau oco”, parte da crítica política e disputa narrativa, não justificando a condenação ou a retirada da entrevista do ar.
14:34Lamento
14:27Asas não foram feitas para permanecer imóveis

Foto e texto de Ricardo Marajó
Apesar de a fotografia ser minha profissão, para mim ela sempre foi muito mais do que isso.
Uso a fotografia como uma válvula de escape, um caminho que me leva a refletir sobre a vida. Afinal, a fotografia congela um instante; a crônica tenta compreender o que aquele instante tem a dizer.
Naquele dia, enquanto fotografava um grupo de pássaros pousados sobre fios de energia elétrica, dei por mim pensando…
Lá de cima, a vista deve ser boa.
O equilíbrio exige pouco esforço, a companhia afasta o silêncio e a rotina convence de que permanecer é uma forma de sabedoria. Afinal, quem está sobre o fio não enfrenta o vento.
Mas também não conhece o céu.
Naquela manhã, um dos pássaros fez algo que parecia simples: abriu as asas.
Seria o mais imprudente? Ou o mais corajoso?
Prefiro acreditar que foi o único que compreendeu que asas não foram feitas para permanecer imóveis.
Os outros ficaram.
Não porque lhes faltassem asas, mas porque lhes sobravam motivos para adiar o voo.
O medo costuma vestir roupas elegantes. Às vezes chama-se prudência. Outras vezes, responsabilidade. Em certos dias, atende pelo nome de “esperar o momento certo”.
E assim os dias passam, enquanto o fio deixa de ser um descanso e se transforma em destino para quem nasceu para o horizonte.
Quem voa corre o risco de enfrentar tempestades, de errar a direção, de voltar cansado ou até ferido.
Quem permanece sobre o fio evita todas essas dores.
Mas paga um preço silencioso: o de nunca descobrir se existia um céu esperando por ele.
Tenho certeza de que o pássaro que voa não é melhor do que os que ficaram. Apenas aceitou que a liberdade cobra um preço que a acomodação jamais precisará pagar.
A vida sempre nos oferece essas duas escolhas: a segurança do fio ou a incerteza do vento.
Os que ficam enxergam o voo como perigo.
Os que voam sabem que o fio pode ser um descanso, mas nunca um destino.
No fim, não é a altura que distingue um do outro.
É a decisão.
Porque todos nasceram com asas.
Mas apenas alguns têm coragem de assumir a responsabilidade de usá-las.
14:17Dallagnol pede elegibilidade ao TRE
Pode ser tudo, pode ser nada, mas Deltan Dallagnol (NOVO), o ex-procurador federal e ex-deputado federal cassado, entrou no TRE/PR com um pedido de elegibilidade. Com certeza para acabar com a montanha de declarações de que ele, pré-candidato ao Senado, é exatamente o contrário. Confira:
14:09PARA NUNCA ESQUECER
14:03Perguntar não ofende
Do Goela de Ouro
O que pensaria o Desembargador Luciano Carrasco Falavinha, Presidente do TRE/PR, sobre uma pesquisa feita por telefone, para os cargos de Governador e Senador do Paraná, contratada pelo jornal O Popular de Jaraguá do Sul, Santa Catarina?
E o que também pensaria o Ministro Kassio Marques, Presidente do TSE, que tanto vem tratando da confiabilidade das pesquisas, se soubesse de um enigma desses? A população de Jaraguá estaria, mesmo, interessada em saber como votarão os paranaenses? Ou alguém simulando um faz-de-conta?
… o TRE/PR recebeu hoje uma impugnação, demonstrando irregularidades interessantes no registro da pesquisa. Afora a estranheza da contratação, e a ele caberá sua decisão sobre a população catarinense recebendo informações antes de nós e a confiabilidade dos números distribuídos na praça.
10:51A boca da Amazônia
Ele pede passagem e nos embarca junto. Sempre é assim. Pode ser reportagem, como esta, porque o olhar registra também como poesia, como sempre. Nilson Monteiro pulsa como a vida e consegue ver por dentro, por fora, pela aura, pela história. Sempre foi assim e é um privilégio tê-lo no Paraná, desde Londrina e há muito em Curitiba, ele que nasceu em Presidente Bernardes (SP). Irriquieto, escreveu livros, assessorou, chorou, riu e, que bom!, sempre escreveu e registrou as letras que brotam de uma alma do tamanho do tudo, ou seja, de poeta. Rodou este Brasil e, aqui, agora conta o que muita gente vê, mas apenas olha.

O jornalista e poeta Nilson Monteiro em Belém (PA)

As águas achocolatadas do Guamá beijaram meus pés, deixei. Crispadas e em ondas nos meus olhos, me levaram até o Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo, que atende pelo nome plebeu de Forte do Castelo. Ventava encalorado no abril de 2026, pleno inverno no Norte do país. Esse país é feito de contrastes e no Pará estivemos eu e minha mulher, Cleusa Antônia, para melhor conhecer alguns deles.
Foi em uma fortificação militar, então Forte do Presépio, criada por Francisco Caldeira Castelo Branco, nos idos de 1616, que nasceu a história da Feliz Lusitânia, que pra nós, aqui e agora, se traduz por Belém, rodeada pelas saias dos rios Guamá, Acará e Moju, que formam o rendado da baia de Guajará, no Pará, na boca da Amazônia.
O complexo Feliz Lusitânia, às margens do rio que tem cara de mar, reúne o Forte do Presépio, a praça Dom Frei Caetano Brandão, a Casa de Onze Janelas, a Igreja de Santo Alexandre e a Igreja da Sé.
Ao caminhar por entre esses prédios históricos, a pergunta é inevitável: por que Casa de Onze Janelas? E a resposta é mais do que óbvia: porque tem onze grandes janelas em sua fachada.
Anteriormente chamado de Palacete, o imóvel merecia a pompa do nome: é lindo. Desgraçadamente, durante a ditadura militar nos anos 1960/70 foi utilizado como local de encarceramento e tortura de presos políticos. Reformado, virou um museu quase encostado ao Forte do Presépio. Há relatos de que as torturas ocorriam no espaço onde atualmente está́ localizado o restaurante do museu. Provoca engulhos.
Mas, sosseguem: há uma alegria revelada e resguardada por suas grossas paredes: desde 2002, o Palacete ou Casa, como queiram, abriga um revigorante local de vida. Ele é considerado o primeiro museu de arte contemporânea da região Norte e possui um considerável acervo de obras modernas e contemporâneas, com muitos nomes de figurinhas carimbadas da arte brasileira. Muito melhor que usá-lo para presídio, concordam?
Cada prédio do tal complexo conta uma história, incrustada não só neles, mas, a seu lado, em casarões que se misturam (revitalizados ou carcomidos), ruelas estreitas, milhares de barraquinhas de comércio miúdo, imóveis com arquitetura made in exterior, urubus às dúzias ou centenas assim como, tristemente, a danação das drogas (o crack é praga) em forma do torpor humano, tudo junto misturado e muito mais, temperado ao cheiro azedo comum a portos. Aliás, em Belém, pode ser que, em parte, venha do porto do Guamá ao lado do Mercado do Ver-o-Peso, que garantem ser “a maior feira de rua da América Latina”.
A arquitetura do mercado é imponente, construído para ser um posto de pesagem, em 1625 (pasmem!), e revitalizado há poucos anos. Ao seu lado, há uma feirona onde se vende de tudo: gatos, patos, sapatos, roupas, galinhas, artesanatos, utensílios domésticos, peixes frescos, camarões de água doce, castanhas, açaí, ervas medicinais, cacau, outras frutas da região, o que mais? A feirona, com todos seus odores e sabores, gritos de anúncios dos produtos, profusão (óbvia) de conversas, uma procissão de pessoas pra lá e pra cá em seus corredores, é tida como o coração da cultura amazônica.
Contudo, para o cheiro característico de Belém há também uma explicação interessante que pode ser acrescida: ela é mundialmente conhecida como a “Cidade das Mangueiras”. E não é de graça. Essas árvores, contaram-me, foram importadas na Ásia pra amenizar o forte calor amazônico. Elas emocionam a qualquer um que goste de árvores espalhadas por onde for.
Maringá, no Noroeste do Paraná, é igualmente uma mostra: é linda porque suas ruas são um plantio só, verde, especialmente de frondosos flamboyants, ipês e outras árvores. E suas flores.
Em Belém, as mangueiras margeiam as ruas, formam uma espécie de túneis verdes, espalham sombra, e seus frutos, especialmente as mangas coquinho, provocam reclamações nem tão doces: amassam os capôs de automóveis estacionados. E, dizem, que o cheiro intenso de mangas maduras pode ser um ingrediente importante no ar “azedo” da cidade. Pra quem quiser conferir, o cheiro e o ar molhado de Belém são inconfundíveis.
Os bairros das beiras do rio Guamá são o coração, digamos, da chamada Cidade Velha. Confesso: sou um apaixonado pelas partes geralmente mais erodidas das cidades, as centenárias, as mais desleixadas, as que reúnem a fauna humana mais diversificada, as que não escondem suas rugas históricas e as pessoas mais pobres, os bairros que, digamos, são a alma das cidades. Por eles, meu coração acaba se perdendo. Ainda mais que em uma de suas ruas encontrei o “Boteco do Nilson”. Mas, não bebi, juro.
Por aquelas bandas velhas de Belém fiquei zanzando, como fico em outros brasís, em corpo e espírito.
9:56Mais da metade dos municípios não está preparado para desastres climáticos
O Tribunal de Contas do Paraná informa
Mais da metade dos 399 municípios paranaenses não possui estrutura física para enfrentar desastres climáticos. Isso é o que aponta resultado preliminar de pesquisa realizada junto às prefeituras paranaenses pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR).
Os dados foram levantados dentro do eixo da gestão ambiental do Programa de Avaliação de Contas Municipais de Governo (Progov). Neste ano, segundo os dados coletados do Sistema Informatizado de Defesa Civil, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), ocorreram 574 desastres no Paraná, os quais afetaram 246 municípios – mais da metade do total – atingindo 292.237 pessoas e resultando em 27 mortes.
O Progov, que está sendo certificado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mede a eficácia das políticas públicas implementadas pelas prefeituras em vários setores. Neste ano, o programa passou a incluir a questão da prevenção dos desastres climáticos no âmbito dos municípios. Continue lendo
9:52Político e promessas
9:47A VIDA COMO ELA É
9:30Jogo entre Coritiba e Palmeiras terá arrecadação para a Campanha do Agasalho
Da comunicação da prefeitura de Curitiba
Parceria entre Coritiba e Prefeitura de Curitiba convida coxa-brancas a aproveitar a volta dos jogos oficiais para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade
A retomada dos jogos oficiais no Couto Pereira, nesta quarta-feira (22/7), será também uma oportunidade para os torcedores do Coritiba entrarem no estádio pela solidariedade. Quem for acompanhar a partida contra o Palmeiras, às 19h30, pela Série A do Campeonato Brasileiro, poderá levar agasalhos, calçados, cobertores e roupas de cama para doar à Campanha do Agasalho 2026, da Prefeitura de Curitiba. O jogo marca o retorno da competição após a pausa para a Copa do Mundo e também o reencontro da torcida com o Couto Pereira, que passou por melhorias na estrutura, recebeu nova pintura e teve o gramado preparado para a sequência da temporada. Continue lendo
9:23A reação
9:16A PERGUNTA
8:40Multidão
8:36PARA NUNCA ESQUECER JOÃO GILBERTO E SAMBA DE UMA NOTA SÓ
8:21Lula, Moro e os debates
O presidente Lula da Silva pensa em não comparecer aos debates da campanha eleitoral. No PT há quem discorde, mas… cada um, cada um. A decisão é dele. Por enquanto ele não tem folga nas pesquisas, mas sabe que, comparecendo, levará chumbo da maioria dos adversários. Provavelmente essa é uma tática para chegar inteiro ao segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL), e a ideia seria também deixar sua cadeira vazia nesta fase decisiva, imaginando que o filho do Jair se enforque com as próprias palavras. Juntando lé com cré, pergunta-se que, talvez, esta tática pode ser acompanhado aqui na disputa do governo do Paraná por Sergio Moro, se ele continuar disparado no primeiro lugar das pesquisas. Os motivos são diferentes. O principal é que os disparos contra o senador não o atingem e o principal escudo é que ele foi o xerife que prendeu Lula e boa parte dos eleitores paranaenses aplaude até hoje.



