16:00Bets e dízimo a igrejas moem pobres com fantasia de salvação mágica

por Waldemar Magaldi Filho*

Arquétipo do vigarista que seduz com promessas cintilantes e esvazia bolsos e almas inspira ambos os sistemas. Indivíduo esmagado por desigualdades projeta no líder religioso ou na roleta virtual ideia de resgate fantástico

No grande teatro da miséria humana, a esperança é a moeda de troca mais valiosa. O desespero, por sua vez, funciona como o ingresso VIP para um espetáculo de ilusões.

Nesse palco, atualmente no nosso país, operam duas máquinas implacáveis de moer pobre. Elas vestem fantasias distintas para encenar a mesma tragicomédia. De um lado, temos o dízimo cobrado sob a ameaça do fogo eterno e a promessa de um paraíso financeiro. Do outro lado, brilham os sites de apostas, as famosas bets, que acenam com a riqueza instantânea a um clique de distância.

Ambos os sistemas são exploradores da fé e da agonia. Eles operam sob a batuta do arquétipo do Trickster: malandro, embusteiro, vigarista e enganador. Esse trapaceiro mítico e zombeteiro nos seduz com promessas cintilantes para esvaziar os nossos bolsos e as nossas almas no apagar das luzes. É fascinante observar como os mecanismos de transferência de renda dos mais vulneráveis para os mais espertos são idênticos.

Vendem-se promessas sem qualquer garantia. Pode ser o milagre divino inquestionável ou o sorteio cego do algoritmo. O apelo emocional é sempre covarde e fisga o indivíduo pela jugular do sonho. Quem lucra de verdade são lideranças que vivem do suor alheio. Elas desfilam em jatinhos e carros de luxo e transformam o altar e a internet em palcos lucrativos. Podem ser pastores com suas roupas, relógios e carros de luxo e cintilantes ou influenciadores digitais ostentando desde a camisa do seu time do coração até jatinhos e iates caríssimos.

Quando a promessa falha, a isenção de responsabilidade é imediata e cínica. Para a igreja, a desculpa é a vontade de Deus ou a falta de fé do irmão. Para a plataforma de apostas, a justificativa é a falta de sorte naquela noite. Os números dessa falsa alquimia são estarrecedores e pintam um retrato sombrio do nosso Brasil.

Em 2025, o mercado legal de apostas online atraiu mais de 25 milhões de brasileiros e teve uma receita bruta absurda de R$ 37 bilhões. Do outro lado do balcão da fé, as cifras também assustam. Investigações apontaram que apenas a Igreja Universal do Reino de Deus movimentou cerca de R$ 42 bilhões em doações bancárias em um período de quatro anos e meio.

Não é por acaso que o Censo de 2022 revelou que o Brasil possui mais de 579 mil estabelecimentos religiosos. Esse número supera com folga a soma de todas as escolas e hospitais do país. Sob a lente da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, percebemos a gravidade do fenômeno. Tanto o templo quanto o aplicativo funcionam como telas em branco para a projeção da nossa Sombra e do nosso anseio inato por salvação.

O indivíduo esmagado pela desigualdade e pela falta de perspectiva projeta no líder religioso ou na roleta virtual a figura do salvador mágico. Ele abdica da sua autonomia e do seu poder de agência.

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15:28JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cdínico

Do jeito que está a cobertura da seleção brasileira, principalmente com a novela sem fim do dodói do mininu Newmar, se algum repórter ouvir um pum do atacante, dá manchete e, no texto, uma interpretação sobre o som – com a ressalva de que o material é exclusivo.

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13:37Deputada por São Paulo, Rosangela Moro mergulha de cabeça em pré-campanha no Paraná

por Gustavo Maia, na coluna de Lauro Jardim, no Globo

Eleita por São Paulo em 2022, a deputada federal Rosangela Moro (PL) transferiu seu domicílio eleitoral para o Paraná em 2024, quando se candidatou, sem sucesso, a vice-prefeita de Curitiba.

Na ocasião, ela declarou que continuaria “a representar o estado de São Paulo e sua população, mantendo, inclusive, seu escritório de representação aberto na capital paulista e sua agenda nas demais cidades do estado”. Beleza.

Agora pré-candidata à reeleição à Câmara pelo estado em que seu marido, o senador Sergio Moro, concorrerá a governador, Rosangela registrou 20 atividades no Paraná nas suas redes sociais só nos 15 dias deste mês.

Já em São Paulo, no mês de junho, a deputada participou de apenas um congresso sobre doenças raras, no qual seu marido também palestrou.

Nesta quarta-feira, Rosangela vai participar de um encontro político em Londrina (PR), seguido de um almoço pago (“por adesão”) para quem desejar participar.

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11:54“Wi-Fi” engoliu o Plim-Plim!

por Sergio Brandão

O aumento do número de 48 seleções na Copa do Mundo não inflou o torneio como muitos acharam que aconteceria. Cabo Verde e Curaçao já ensinaram aos gigantes uma lição de humildade que no minimo deveria fazer parar e pensar.

Enquanto as seleções emergentes celebram gols históricos, e heróicos empates, a Seleção Brasileira patina em um irritante tribunal digital.
Desde sábado, depois da estreia brasileira na Copa, a internet foi inundada por teorias da conspiração e análises táticas feitas por profissionais formados na “Universidade do X” (antigo Twitter). A facilidade de emitir palpites transformou novamente o país em um polo de milhões de técnicos autodidatas, onde o diagnóstico é a crise interna, bastidores corrompidos e saudade dos anos dourados. É o drama como catarse.

Fora das quatro linhas, a grande revolução desta Copa é estrutural. A CazéTV assumiu o papel de única plataforma a transmitir todos os 104 jogos, deixando a histórica hegemonia da TV Globo como segunda opção ou até terceira.

Parece mesmo que o futebol mudou de endereço e de tela. A Copa de 2026 descentralizou o jogo dentro de campo e democratizou o controle fora dele. Quem se apegar ao saudosismo analógico vai assistir aos novos tempos no banco de reservas

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11:16Começou! As falhas no contrato da Ponte de Guaratuba

Da Tribuna do Paraná, em reportagem de Eloá Cruzz

TCE aponta falhas em contrato da Ponte de Guaratuba; consórcio pede mais dinheiro

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) apontou falhas nos editais da obra da Ponte de Guaratuba, inaugurada no início de maio deste ano. Embora a estrutura já tenha sido entregue, a fiscalização identificou brechas no edital que deixaram o Estado vulnerável a prejuízos financeiros, disputas judiciais e problemas na qualidade da obra. O resultado do relatório, realizado entre fevereiro e maio deste ano, foi divulgado no Diário Oficial do Tribunal de Contas do Paraná no dia 8 de junho.

De acordo com o documento, os contratos não definem quem paga por imprevistos, até que ponto a empreiteira tinha autonomia para inovar em reparos e como os pagamentos deveriam ser controlados.

O documento de fiscalização do TCE-PR concluiu que o contrato da Ponte de Guaratuba não define de quem é a responsabilidade caso surjam problemas técnicos que exijam mudanças no projeto básico. Sem essa regra, não se sabe quem pagará a conta caso algo dê errado, o que abre margem para que o Estado acabe arcando com custos extras que deveriam ser da empresa.

Segundo o relatório, o edital falhou em não delimitar claramente o que a empresa é obrigada a entregar e onde ela tem autonomia para criar soluções novas. Sem saber exatamente o que o governo exige como padrão mínimo, a construtora ficou livre para usar técnicas diferentes que podem comprometer a durabilidade da obra.

A fiscalização também percebeu a ausência de critérios para o pagamento da obra. Na avaliação do TCE-PR, essa falta de controle abriu brechas para que o governo liberasse verbas sem conseguir checar com precisão se aquela fase da construção foi executada corretamente.

Por fim, o relatório conclui que essas falhas nas regras do edital deixam o Estado vulnerável a processos na Justiça, erros na execução da obra e desperdício ou estouro no orçamento.

DER-PR contesta três das quatro falhas apontadas pelo tribunal

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10:20A terceirização para o andar de cima

por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

O brasileiro, do mais carola ao ateu, não passa cinco minutos sem acionar Deus. Reparou? Ele virou pontuação na nossa língua, quase uma vírgula. É “Graças a Deus” para saudar a sexta-feira, “Meu Deus do céu” para o susto da conta a pagar e “Vai com Deus” na despedida. O problema, bem se vê, não é a fé; é a nossa simpática mania de terceirizar absolutamente tudo para o andar de cima.

Se o entregador traz o jantar debaixo de chuva, a gente sorri e solta um “Deus te pague”. Pronto: conta quitada e repassada para o caixa divino. Se o plano é duvidoso, jogamos o peso no “Se Deus quiser”. Usamos o nome d’Ele como um salvo-conduto para a nossa própria hesitação. O samba, de Rogério Gaspar e Wesley Range, já diz: …a estrutura lá no alto deve estar balançando de tanta jura por bobagem. Mas o auge desse nosso departamento de Recursos Humanos celestial é a hora da tragédia. O sujeito passa a vida flertando com o perigo, ignora os avisos do bom senso, mas, se o pior acontece, o conversê nos velórios é um só: “Se morreu, foi porque Deus quis”. É a terceirização definitiva, o álibi perfeito. Conforta quem fica, claro, mas convenhamos: muitas vezes é apenas lavar as mãos com a água benta da nossa própria omissão.

A intenção aqui, vale dizer, não é criticar a devoção de ninguém, mas propor uma leve reflexão sobre esse comodismo. Afinal, a própria teologia nos ensina o básico: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. Olha que ironia. Poupar o Criador do nosso blá-blá-blá cotidiano e assumir as rédeas das nossas escolhas não seria um ato de rebeldia. Seria um verdadeiro milagre de bom senso.

Tudo que se faz na Terra/ Se coloca Deus no meio/ Deus já deve estar de saco cheio (Saco Cheio — Letra: Rogério Gaspar / Wesley Range)

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10:14A FRASE

Nos bastidores, antes do jogo, as equipes de Globo, SBT e CazéTV se igualaram no “pachequismo” desavergonhado e constrangedor. (Mauricio Stycer)

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9:09Alô, Gonet

Da coluna de Leandro Mazzini, em o Sul

O deputado Beto Preto (PSD-PR) enviou o Ofício 126/26 da 1ª Secretaria da Câmara à Procuradoria Geral da República/MPF, no qual sugere que o MPF crie Câmaras nas cinco regiões do Brasil “para acompanhamento de concessões de infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária e aeroportuária, vinculadas às regionalizações do Judiciário”. Ou seja, uma lupa maior da Justiça Federal sobre as licitações…

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8:25Um abraço

De um jeito ou de outro a novela sobre a cassação ou não do deputado estadual Renato Freitas vai chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois do capítulo do STJ. Aí, como diz o Gaiato da Boca Maldita, “um abraço pro gaiteiro”, ou seja, ele estará eleito,

 

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8:18A ser estudado

Do Analista Político

Se tudo der certo, errado ou mais ou menos, em outubro as urnas vão revelar quantos votos renderam para o petista Renato Freitas esse imbroglio da briga de rua e a tentativa de cassação do mandato de deputado estadual. É a segunda vez que isso acontecce. Na Câmara Municipal de Curitiba, acusado de comandar uma invasão de Igreja, ele chegou a ser cassado e a justiça reverteu a decisão. Assim, ganhou mais de 50 mil votos e uma cadeira na Assembleia Legislativa. Agora tenta chegar ao Congresso como deputado federal.  Isso quer dizer que, no mínimo, seu caso deverá ser estudado pelos marqueteiros de campanhas políticas – pois ele se faz por si mesmo.

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7:56O nome dele é Josimar

Cabo Verde tem “Vozinha”, goleiro que parou a Espanha e agora é ídolo mundial. O nome dele é uma homenagem ao lateral-direito brasileiro Josimar, que brilhou na Copa de 86. Enquanto isso, a nossa seleção, por enquanto, só tem… bem, deixa pra lá – e vamos dar mais um voto de confiança

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