15:45JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

É coisa de doido? É. Vivemos onde? No Brasil. O Tribunal de Contas da União, pai e mãe dos tribunais estaduais e municipais, fez auditoria ampla sobre emendas parlamentares e descobriu irregularidades em 82% do que olhou. Se 18% estão legais, sem propina, é um milagre. O TCU tem mais furos que o sonâmbulo time da seleção brasileira despachada recentemente da Copa do Mundo. Tribunais de contas mantêm técnicos excelentes que descobrem falcatruas só olhando a cara do servidor chefe que manda. O problema está no andar de cima, onde a política manda. Quem vai fiscalizar como vistorias apontam irregularidades e param na sala dos manda-chuvas depois de uma conversa com o autor da falcatrua? Essa é uma doença que nos últimos tempos o Supremo Tribunal Federal fez o favor de reforçar com a maior cara de pau e a empáfia de fazer lambança e alegar que se baseia na Constituição, aquela. A saída? Sugere-se chupar cana e assobiar o tico-tico no fubá ao mesmo tempo.

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15:06Pimentel e a Política de Saúde Digital

Da Comunicação da prefeitura de Curitiba

Eduardo Pimentel lança na segunda (20/7) a Política Municipal de Saúde Digital e os primeiros Consultórios Digitais do SUS Curitiba

O prefeito Eduardo Pimentel assina, na próxima segunda-feira (20/7), às 14h, na Unidade de Saúde Vila Guaíra, o Decreto nº 1.131, que institui a Política Municipal de Saúde Digital de Curitiba, consolidando uma nova etapa da transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital. Durante o evento, também serão lançados os primeiros Consultórios Digitais da Atenção Primária, espaços instalados nas Unidades de Saúde para a realização de teleconsultas médicas com apoio presencial de profissionais da rede.
A nova política fortalece iniciativas já implantadas, como a Central Saúde Já e o aplicativo Saúde Já, além de incorporar novas soluções tecnológicas para ampliar o acesso da população, qualificar a assistência e tornar a gestão do SUS Curitiba ainda mais eficiente. Continue lendo

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10:587 cidades

Entre hoje à noite e segunda-feira o deputado estadual Alexandre Curi vai percorrer sete cidades do Paraná. Ele é pré-candidato do Republicanos a uma das vagas no Senado. Alguém já disse que se fosse disputar o governo, como pretendia, visitaria o dobro ou mais. Talvez faça isso quando a candidatura dele for oficializada. Isso é campanha!

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10:32NELSON PADRELLA

CONTINUACIÓN

São suas costas – havia dito ao grande majuar o pequeno pedaço de teroço que viria a ser, um dia.
Um raro majuar de saco roxo? zombou o gringo maluco.
EXATAMENTE – berrou o propagandista do próprio saco. Nações cairão ante a roxidão do meu guri.
Uuuuui _ fez o vento là fora, como zombando da pequenês e por não dizer da rouxidão do negocinho tipo rosa-canário meio belga meio vinho sabor alcaguete.

 

e.

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8:54A munição contra Moro e a rolha

“Munição para os adversários” é o que tem brotado em notas de colunas na internet ao relatar algum possível deslize de Sergio Moro no passado, principalmente quando era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. Os tiros têm-se mostrado insuficientes, Agora mesmo, na coluna de Gilberto Amado, sobre a promessa de construção de um presídio de segurança máxima no Paraná, a informação é que oposição vai afirmar que é uma promessa repetida. Então é citado o acordo feito com o governo de Eduardo Leite para fazer a primeira penitenciária federal do Rio Grande do Sul. O anúncio surgiu em 2019 e a entrega prometida para 2023. Moro saiu do governo em 2020 e, segundo o publicado, a obra nunca saiu do papel. “Sem a vaga federal, o governo gaúcho teve que se virar sozinho. Gastou R$ 185 milhões do próprio bolso para inaugurar uma unidade estadual no fim de 2023 em Charqueada”. A assessoria de Moro respondeu que o projeto da prisão estadual foi feito com recursos federais e que, “com a descoberta de planos para resgate de lideranças do PCC, a prioridade do governo passou a ser a melhoria da segurança dos presídios federais já existentes”, Juntando lé com cré, por enquanto as promessas de ataques da oposição, principalmente do batalhão instalado no Palácio Iguaçu, não surtiram efeito – Moro continua liderando folgadamente as pesquisas. Parece que, no máximo, este tipo de munição não tem poder capaz de “ferir” o adversário – mais parecem ser rolhas de espingardas de pressão, como aquelas dos parques de diversão. .

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7:14A rodovia, as ferrovias e o fim de governo

No próximo dia 23 de julho acontece o leilão da rodovia Regis Bittencourt, que liga São Paulo ao Paraná. Será na B3 na capital páulista. Ontem, em Brasília, na ANTT,aconteceu a primeira audiência pública sobre a concessão da malha sul ferroviária, entre o Paraná e Santa Catarina. Uma víbora do Centro Cívico foi mordaz: “Fim de governo sempre se parece com fim de feira”. Em tempo: o deputado federal Beto Preto foi o única parlamentar paranaense presente.

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7:03Falatório e conta

Flávio Bolsonaro garante que, se eleito, dará celular e internet grátis para as mulheres. O Gaiato da Boca Maldita quer saber quem vai pagar a conta do falatório.

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6:38O orgulho da ignorância

por Cláudio Henrique de Castro

Roma guerreava contra a Numância, era o ano de 137 a.C. O cônsul Caio Mancino foi enviado e a sua campanha milita. Foi uma sequência de desastres.

No final, houve a rendição humilhante para Mancino, com um tratado assinado por ele com exigências absurdas para Roma. O Senado recusou o tratado e enviou Mancino nu e amarrado, deixando-o para fora das muralhas da cidade de Numância para que os celtiberos fizessem o que bem entendessem. No entanto, os inimigos o desamarraram e Mancino voltou à Roma.

No retorno ele mandou fazer uma estátua que o retratava nu e acorrentado – e a exibia com orgulho em sua casa, pela suposta vontade de se sacrificar pela república Romana. Mancino nunca mais recebeu o comando de um exército, morreu no esquecimento. Mais tarde, Cipião, encarregou-se de destruir aquela cidade, com sessenta mil soldados treinados e com os brios feridos.

Hoje vemos personagens da República brasileira que se orgulham dos seus malfeitos. São os Mancinos à brasileira, que deveriam ser esquecidos pela história e pela opinião pública. Alguns, aliás tinham que responder a diversos processos criminais, mas seguem impunes e fagueiros.

Nos EUA há outro exemplo, que é pedir para tarifar produtos da exportação do Brasil para lá solicitar sanções das mais variadas, inclusive com a real ameaça de invasão ao país, cujo alerta  recente foi a declaração com a classificação de que facções criminosas têm caráter terrorista.

Mais: pessoas que se orgulham da própria ignorância e cobardia, espalhando pelas redes sociais as opiniões mais disparatadas e sem qualquer fundamento lógico, base fática ou científica.

O leque não para. No Brasil, dono de partido político se utiliza de emendas parlamentares sem ter mandato eletivo.

Outra: o chefe do Império, além de impor tarifaço contra o Brasil,  apoia guerra insana contra o Irã e, com as mortes de sempre, criando para o mundo grandes prejuízos por conta da alta do preço do petróleo e da escassez de alimentos como resultado do bloqueio no Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, a Copa do Mundo segue nos EUA, festejada e em evidência. Esquece-se que o país que sedia a principal sede  disputa do Futebol incendeia o planeta, promove guerras e medidas antieconômicas globais a todo instante.

É o orgulho da ignorância e da loucura.

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6:08Não fossem mudanças climáticas, renda do agro seria R$ 200 bi maior

por Braulio Borges, na FSP

Estudo do BID mostra que variáveis climáticas atuaram como freio da produtividade agrícola de 1985 a 2017. Secas severas, quebras de safra recorrentes e enchentes históricas no RS marcam aceleração da deterioração após 2018

Um estudo recém-publicado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), de autoria de Steven Helfand e coautores, traz uma das radiografias mais completas já feitas da produtividade da agropecuária brasileira.

Com base nos dados municipais dos Censos Agropecuários de 1985 a 2017, os autores estimam que a PTF (Produtividade Total dos Fatores) do agro brasileiro cresceu 1,6% ao ano no período, respondendo por cerca de 60% da expansão do produto do setor.

Trata-se de um desempenho notável, que transformou o Brasil em um dos quatro maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo.

O estudo decompõe esse crescimento da PTF em seus determinantes. E aqui há uma constatação importante para o debate sobre políticas públicas: os investimentos em P&D e em educação foram fatores cruciais de aceleração dos ganhos de produtividade.

A face mais visível disso é a Embrapa, criada em 1973, que viabilizou a tropicalização de cultivares e a ocupação produtiva do cerrado —justamente o bioma no qual, segundo o estudo, produto e PTF cresceram mais rapidamente. Poucas políticas públicas ou industriais brasileiras exibem retorno social tão elevado e tão bem documentado.

Mas a decomposição revela também o vilão da história: as variáveis climáticas atuaram sistematicamente como freio da produtividade ao longo dessas três décadas.

Fiz um exercício simples com esses números: extrapolando até 2025 o acúmulo das perdas anuais estimadas pelo estudo de 1985 a 2017, chego à conclusão de que, não fossem as mudanças climáticas, a renda gerada pela agropecuária brasileira (o PIB do setor) seria hoje cerca de R$ 200 bilhões maior —algo próximo de 1,5% do PIB total do país.

Primeiro porque a extrapolação assume que o dano climático médio observado em 1985-2017 se manteve constante depois disso.

Não foi o que ocorreu: de 2018 em diante houve nítida aceleração da deterioração do clima, com secas severas no Centro-Sul e na amazônia, quebras de safra recorrentes e as enchentes históricas no Rio Grande do Sul em 2024.

Segundo porque o impacto sobre a economia brasileira como um todo vai muito além da porteira. Almeida (2022), em tese defendida na UnB, estimou em 2,43 o Multiplicador Total de Produção Truncado da agropecuária —ou seja, cada real de produção do setor movimenta quase um real e meio adicional no restante da economia, via insumos, agroindústria, transportes e serviços.

Aplicado à perda de renda do agro, o prejuízo agregado facilmente ultrapassaria os R$ 200 bilhões, aproximando-se de meio trilhão de reais em termos de produção econômica.

Como apontei em coluna recente nesta Folha, eventos desse tipo estão se tornando mais frequentes e severos justamente por conta das mudanças climáticas: houve apenas quatro Super El Niños em quase 150 anos, e o intervalo entre eles vem encurtando dramaticamente.

Ignorar essa realidade custará caro —e a conta, como mostram os números acima, já está sendo paga.

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17:53O olho vesgo da ignorância

por Fausto Wolff*

Por causa dessa dor/ Preciso dar um jeito/ De furar o olho vesgo/ Da ignorância./ Aquela coisa descolorida/ Que se transformou em cicatriz/ E foi moldando, aleijada,/ A minha vida./ Além desta costura brutal,/ Feita por açougueiros despreocupados, /Deve haver um país/ Onde as crianças/ Não tenham medo dos mortos/ E os vivos não estejam assim, /Tão pavorosamente mortos

*Em Gaiteiro Velho

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