A exposição “Reação Amor Perfeito”, instalada desde o dia 05 de setembro na praça de eventos do Parkshopping Barigui, é um sucesso. Nela aparecem fotos de 24 personalidades masculinas de Curitiba com objetivo de divulgar uma causa nobre: o respeito em relação à mulher e, acima de tudo, “que o amor não combina com dor”.
Nos bastidores da mostra, contudo, aconteceu um problema sério. Familiares de um dos retratados se revoltaram com a inclusão dele na galeria que tem, entre outros, o governador Beto Richa, o jurista René Dotti e o empresário Geninho Thomé. Eles tentaram demonstrar à organizadora da exposição que tal presença não combinava com o propósito da mostra.
Documentos foram enviados. A saber: um boletim de ocorrência registrado na Delegacia da Mulher em 24/09/2005, com acusação de lesão corporal, e uma decisão da juíza Emanuela Costa Almeida Bueno, da Vara Criminal de Antonina, datada de 26 de junho de 2015, concedendo “medida protetiva” à mãe e irmã do personagem que defende o respeito em relação à mulher.
Nas redes sociais a irmã do retratado expôs sua indignação, relatou que, depois do contato com a organizadora do evento, a foto foi retirada num primeiro momento – mas que depois voltou a ser exposta. No texto ela chama o irmão de “meu agressor” e finaliza assim: “Quem agride a própria mãe e a própria irmã somente pode figurar como bom moço no espetáculo da hipocrisia e da falsidade”.
Quem assina o texto é Michelle Dalledone, filha de Mariluz Dalledone, irmã de Claudio Dalledone Junior, cuja foto em preto e branco foi feita por Daniel Katz e, exposta, deflagrou a revolta e confusão relatadas.
Como se não soubéssemos todos que as fotos são compradas. Pagou, apareceu.